quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O que era? x Quem sou?


Por quê?
A interrogação me persegue, e as dúvidas se escalam e seguem constantemente sem fim. Tenho uma vida, mas não seu guidão. Não a posso guiar.
Por que afinal estou aqui?
Sou um brinquedo?
Risadas altas me entorpecem, e me chamam de louco, mas ninguém poderia compreender a tristeza que me afligia.
Eles diziam: - Sente-se!
E de repente:
-Levante- se.
Estou pensando será que posso mi revoltar?
Entre eles enquanto conversavam: - Ele sempre foi tão calmo.
O domesticaram cedo.
Me questionava, o que é certo?
Apenas escutavas suas vozes: - Siga minhas ordens. Apague a luz!
Ainda em pensamentos ... O que virei, quem eu era?
Ele não precisava saber.
-Será que eu posso decidir quem sou?
Ele queria saber o que era.
Gargalhadas e gritos de terror extasiavam tudo dentro de mim.
De repente escutei “Boa Noite!”
Pensava que admirável, ainda me viam?
Me impressiono quando dizem “vamos?”.
Será que posso mesmo escolher?
A voz continuava: -Apague a luz![...]
Ainda procuro acender a luz que apaguei naquela noite.
Mas estou tentando mi lembrar para que serve. Já não mi recordo, agora que tenho liberdade para procurar.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Rainha Consorte


Os sentimentos relacionados à desconfiança, preocupação e insegurança, o entregou a dúvida em um questionamento que corroia. O levou a uma espécie do jogo viciado em respostas. Tinha como objetivo arrancar de seu ser a sensação de um corpo pequeníssimo, e fazer-lo acreditar que poderia ser poderoso e admirável.
A lembrança do sofrimento não o deixava acreditar na realidade melhor que vivia. Procurar a perfeição o transformava em um ser não realizado. Ele construía a consciência do erro sem cometer qualquer inflação. Lembrava-se claramente das coisas que aconteciam, mas necessitava de uma cópia fiel para acreditar no que viveu.
Sua cabeça estava presa a um nó que mostrava aparências enganosas, e o fazia duvidar de tudo. Fechava e abria os olhos tentando acreditar que não estava dormindo. Meditava e sempre procurava as respostas conforme a razão. Relacionava uma coisa à outra, nada fazia compreender o que se passava. Por que tinha o que durante anos desejou? O que o fez melhor diante dos outros que ansiavam o mesmo desejo? Eram perguntas que o transtornava.
Seus sentidos estavam descontrolados. Ele se perdia em seu coração seguindo um compromisso enigmático, que revirava seus sentimentos. Queria apenas evitar feridas que não se cicatrizariam. Gostaria de entendê-la. Dizia: “No final eu quero apenas te amar [...]”.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Jardim Mágico


A hostilidade do lugar trazia para a mulher a impressão do abandono, e angustiada chorava sem compreender. Sua voz solitária antes de dormir, sempre suplicava por algo melhor, mas essa sensação sempre dominava a situação, aprendeu a se acostumar àquela vida.
Um dia quando acordou em seu casarão cinzento. O canto baixinho que ouvia, escondeu seu olhar frio, e uma nova afeição invadiu seu rosto. Os frouxos raios que iluminavam o lugar deram-lhe um caminho diferente. Tinha a sensação do nascimento.
O brilho da luz que invadia o lugar cada vez ficava maior. Iluminou a porta, invadida por uma criança, que falava alto chamando pela mãe. Entregou-lhe uma flor, e seu olfato foi embriagado pela fragrância do reflorescimento. O que lhe trouxe vagas lembranças de sua infância, quando brincava nos jardins e desejava um em sua casa.
Com inocência a criança se aproximou da janela, e apontou para os pássaros que catavam mostrando a mãe. Em passos leves instintivamente ela buscou por um quadro perfeito, após encontrar sua janela. Porém para ela o vidro não tinha mais sua transparência, e não podia ver o jardim florescido (quebrou se o encantamento). Acabará de perder a alegria da primavera, ainda sem lembrar o que perdeu reagiu com indiferença. Tudo permanecia belo como em sua infância, mas a procura constante pelo novo congelou suas sensações em um inverno pessoal.

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